Nossa, era incrível, era absolutamente fantástico ter um caderninho ou alguma agenda velha e esquecida que pudesse ser usada como um ''querido diário''. Eu nem lembro mais quantas vezes eu escrevi isso. Mais conseguia ser tão divertido. Ter sempre ''alguém'' disposto no meu imaginário, para ouvir, ler, sentir e se lamentar diante de todas aquelas confissões, de todos aqueles segredos, vontades, desgostos, ah... que tempo hein?! Aquela inocência que hoje já foi quase esquecida prevalecia, e parecia encantar tanto. Um diário que mais parecia ser minha própria prisão, com direito a cadeado e chave escondida a sete. Mas de algum jeito ele me acolhia, me aquecia, eram sempre tantos desabafos, tantos choros, tantas risadas, tanta tinta gasta, tanta folha gasta, tanto tempo, tantas Franciane's que foram depositadas ali.
E onde foi parar isso? No lixo meu querido, esquecido, totalmente esquecido. Era uma distração para mim e para o meu coração. Era uma segurança, uma confiança absurda, que no final foi jogada fora. E hoje, eu consegui ficar presa outra vez, só que agora eu tenho direito a todas regalias que eu sempre quis ter. Hoje, eu tenho alguém que me guarda, que me mostra e me dá toda essa confiança. Alguém que é real, que me pertence, que não é nenhum caderninho velho e esquecido, é somente o MEU QUERIDO! |
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