quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ah...

As vezes é difícil me ver partir ou te ver partir, ficar com a tua ausência, e sem a tua presença. Acabo deixando o vento beijar-me, a chuva molhar-me, na impossibilidade de sentir o teu abraço na hora que eu queria mesmo sentir, de ouvir as tuas palavras de carinho e afeto. Entrego-me ao céu estrelado, tentando adivinhar o que ele me diz, onde estás, o que fazes, se pensas em mim, se ainda me queres como à algumas horas atrás. E o que eu acho mais encantador nisso tudo é o fato de saberes direitinho, a maneira certa de mim mostrar esse ''amor'' que tentas me dar em cada gesto, palavra, sorriso e mesmo na distância tentas disfarçá-lo com manifestações de afeto que chegam através de mim e para mim, através do vento que me envolve, do frio e do calor que sinto, ou até mesmo de um simples "Boa noite", "Bom dia".
Na ausência de ti, deixo-me envolver pelas noites frias e recordo cada momento, cada pedacinho de ti... de nós, dentro de uma saudade que se tem como a mais urgente entre tantas outras, e me pego fazendo planos... muitos planos.
Há em mim, agora, uma sede de abraços calorosos.



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